bradada aos quatro ventos,
celebrada pela plebe,
brindada pela nobreza,
enquanto cumpre a cansativa rotina,
de degustar iguarias ,
acompanhadas de vinhos chilenos,
que copa tão nobre ,
tão desenvolvimentista,
que nos mostra ao mundo,
como grande nação.
Existe uma outra,
menos divulgada,
bem mais ocultada,
por desconfortável,
a do assalariado,
outrora esperançoso,
que da festa da corte,
lhe soubrasse um pouco,
para saciar misérias,
em copas futuras.
A copa do menino,
de pés descalços e unhas sujas,
mas, bem mais boleiro,
que os engravatados,
que nunca jogaram,
que nunca chutaram,
nem fizeram gols,
mas, que ditam regras,
ao povo da bola.
Duas copas,
que não interagem,
pois a segunda ,
envergonha-se da primeira,
quando deveria ser ao contrario,
e para o menino,
o menino da segunda copa,
um dia poder pagar para assisti-la,
mesmo de pé e desconfortável,
seria como conquistá-la.
Róger Maciel
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