quinta-feira, 13 de outubro de 2011

O Laurentino tinha razão!

                    Laurentino  Gomes  profetizou  em  um  de  seus livros  que  o  Brasil  era  um  país  que  nunca daria certo, eu  nunca  fui  muito  otimista  quanto  ao  nosso  "paraíso  tupiniquim",mas  daí  a achar  que tudo estava  perdido era bem  diferente.
                    Um país que  gerou   cabeças  como a  de  Darcy  Ribeiro, Anisio  Teixeira, Lúcio  Costa, Betinho,  etc, um dia  acharia  o caminho  para  eliminar  seus  problemas. Um país  com  os  nossos recursos naturais,  com  a  nossa extensão  territorial, um  dia  eliminaria a miséria de  uma vez  por  todas  da  sua sortida  lista  de  problemas.Haveria um jeito, não  sei  qual,  mas haveria.
                      Mas,  eu  tinha  que  ligar  a  tv  naquela linda  manhã  de  terça  e  me topar  com  aquele  bando  de   bárbaros agredindo um  pai  de família  por  causa  de  uma droga  de  uma  bola, dizendo  que  exigiam  respeito  com  os torcedores do  palmeiras. Como  se  eles soubessem  o que é ser  torcedor  de   algum  clube. Milton  Neves  costuma  dizer  que  o  futebol  é  a coisa  mais  importante  entre  as  menos  importantes, pelo menos é  assim  que  as pessoas   de
bem  deveriam  pensar,ops  lembrei,  aqueles  caras  não  eram  gente  de bem.
                    Penso  que  as pessoas de bem  estavam  trabalhando  ou  procurando  emprego, enquanto aquele bando de  vagabundos  atacavam um  trabalhador  que  fazia  compras  com  amigos. Mas,  nos  já  estamos  acostumados com este  tipo  de  coisa,  gente  que quebra  patrimônio alheio, faz  baderna,  por  que  o  time  perdeu  uma  partida de  futebol,muitas  vezes  com o aval  da  diretoria  do clube, aliás  é  só no  futebol,  que  os  comandantes  incentivam as  manifestações  da  massa.
                    Depois  de  mais  uma  cuia  de  chimarrão  comecei  a  acreditar  na  tese  do  Laurentino. Um  povo que  tem milhões  roubados  do  seu  bolso  todos  os  dias, que  vai  pagar  por  uma  copa  feita as pressas  o  equivalente  a três, que  reforma  o maracanã  a cada  dois  anos, e que  vota  em  políticos que  saem  da  cadeia  para  ir  ao  comício,  não tem  como  tornar-se  uma  verdadeira  civilização. Um lugar  onde se  observa  mais  Felipão do que o Sarney,  e o Mano Menezes  sente-se  mais  pressionado  que  a  Dilma está mesmo  fadado  ao  fracasso.
                   O  problema  está  nesta  habilidade  peculiar  do  nosso  "amado"  país,  capaz de  produzir  gênios  como os já citados  e  os  seres  acéfalos  que ganham  cada  vez  mais  destaque no  noticiário  cotidiano.



                                                                                                  Roger  Maciel

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